Motivação e Auto-Estima

MOTIVAÇÃO E AUTO-ESTIMA

Neste artigo iremos, inicialmente, acompanhar um breve relato da evolução dos estudos sobre motivação. Isto servirá para sabermos o que é motivação de fato e para entendermos como ocorre o processo motivacional na gente. Em seguida, abordaremos a questão da motivação em empresas, respondendo a questões do tipo "como motivar funcionários?", "palestras motivacionais realmente funcionam?" ou "como manter um ambiente motivador em toda a empresa?", e, ainda, "por que não conseguimos ficar o tempo todo motivados?". Veremos que este é, na realidade, um tema ainda muito mal compreendido.

Quanto ao tema da Auto-estima, será abordado no bojo deste percurso.

Abraham Maslow

Abraham Maslow elaborou a conhecida Hierarquia das Necessidades, que embora trate de necessidades, é aceita como estrutura conceitual no estudo da motivação humana, em situações diversas da vida, no lar, trabalho e sociedade.

Por trás das ações humanas, diz, existem necessidades que se apresentam de forma hierarquizada, de tal modo que, somente ao satisfazer uma delas, o indivíduo estaria apto para obter a satisfação da seguinte, numa escala que conduz até o ponto da auto-realização do indivíuo. Maslow considera necessidade a manifestação natural de uma sensibilidade interna que leva a uma tendência para realizar um ato ou as procurar determinada categoria de objetos.

Pode-se dizer que Maslow estuda a motivação através das necessidades humanas. E, utilizando a figura de uma pirâmide, assim teoriza:

As necessidades que estão na base da pirâmide são chamadas necessidades fisiológicas, cuja importância é primária, requerendo satisfação imediata, como a necessidade de saciar a fome e a sede, de respirar etc.

As necessidades de segurança vêm logo a seguir e somente podem ser satisfeitas, se satisfeitas às primeiras. Referem-se a segurança física, psicológica, abrigo e ordem. Quando a pessoa sente a sensação de segurança e ordem fica satisfeita e só então começará a desenvolver a próxima.

Necessidades de pertencimento indicam que o indivíduo valoriza o fato de pertencer a um grupo social, que tem desejos de afiliação ou de relacionamento interpessoal, desejos de se associar e experimentar laços de afeto e amizade.

Somente satisfeitas estas necessidades é que ele apresentará o desejo de auto-estima, ou seja, experimentará a necessidade de ser reconhecido, de ter prestígio social, de realização e sucesso perante os demais, e um certo grau de autonomia e independência.

Por fim, aparece a necessidade de auto-realização, que se caracteriza pelo autodesenvolvimento, até o alcance da plenitude de seu potencial como ser humano.

Eis a Pirâmide de Maslow:

Frederick Herzberg

Frederick Herzberg em 1959, explorando as conclusões de Maslow, propôs uma Teoria dos Dois Fatores,relacionando a hierarquia das necessidades com o trabalho e sua execução. Ele postulou que os fatores de satisfação (satisfacientes) estavam nas escalas mais altas da pirâmide (necessidades de pertencimento, de auto-estima e de auto-realização), enquanto que os fatores das escalas localizadas mais abaixo (básicas e de segurança), eram fatores de insatisfação (insatisfacientes). Aos primeiros Herzberg denominou Fatores de Motivação, aos segundos, Fatores de Higiene.

Os Fatores de Higiene são aspectos do trabalho que apenas podem impedir a insatisfação, atuando de maneira preventiva; não motivam nem estão diretamente ligados ao trabalho, mas proporcionam o atendimento das necessidades básicas que, no entanto, não implicam na maior eficiência na execução das tarefas e atividades laborais.

Ao contrário, Fatores Motivacionais se relacionam diretamente com a satisfação e implicam necessariamente no aumento da eficácia e produtividade.

Na linha de raciocínio de Herzberg, baixos salários e condições físicas inadequadas não desmotivam, embora criem uma atmosfera de insatisfação. Porém, as chances de serem estimadas e reconhecidas no ambiente de trabalho, são os que verdadeiramente funcionariam como impulsionadores da produtividade. Cabe à Administração evitar que situações e ocorrências negativas impeçam a manutenção destes dois tipos de necessidades, o que pode influir na queda do desempenho dos trabalhadores.
Douglas McGregor

Douglas McGregor, em 1960, elaborou a Teoria X e Y, caracterizando dois tipos distintos e opostos de gerentes: os gerentes X e os gerentes Y.

l. Gerente X - tem a visão tradicional de administrador: acredita que os subordinados, como as pessoas em geral, não gostam de trabalhar, por isso necessitavam de constante supervisão e controle; que são negligentes; que evitam responsabilidades; pouco ambiciosos, preferindo a segurança pessoal; não interessados nos objetivos da empresa e sim nos próprios objetivos.

2. Gerente Y - visão moderna: acredita que seus subordinados sejam pessoas capazes, responsáveis e dispostas a dar o melhor de si para realizar um trabalho em prol de objetivos comuns; estando comprometidos com os objetivos da empresa, serão capazes de exercer autodireção e autocontrole; podem aprender a aceitar e até procurar responsabilidades; podem ser criativas e capazes de tomar boas decisões.

Embora ainda não representasse uma descrição precisa do homem, as organizações passaram a disseminar a visão do gerente Y, difundindo os objetivos empresariais de assegurar as boas relações entre gerentes e subordinados, entre empresa e trabalhadores, em todos os sentidos; desenvolvendo mecanismos para assegurar um bom clima e treinamentos para adequar o corpo gerencial a esta nova postura.

Victor Vroom

Victor Vroom explica o comportamento humano através de metas particulares e expectativas de sucesso. Na sua Teoria da Expectativa, de 1930, afirma que o desejo nas pessoas de produzir depende dos resultados a serem alcançados, dos objetivos pessoais e da percepção do valor relativo do desempenho como meio de atingir esses objetivos. Por exemplo, um maratonista é capaz de sublimar a fome e a sede para alcançar a linha de chegada, um executivo é capaz de sacrificar a vida pessoal e familiar para concluir um grande projeto que redundará em justa recompensa pelo seu esforço.

Este autor encara a produtividade como um meio de alcançar satisfação, não como um fim em si. De modo que se torna importante para o administrador entender os objetivos dos empregados e vincular as recompensas desejadas (e merecidas) ao desempenho individual de cada um deles.

Em síntese, para esta teoria, o que garantiria a motivação dos empregados seria a percepção individual de que seu esforço conduz um a desempenho, seu desempenho conduz a uma recompensa, a recompensa satisfaria seus objetivos pessoais.

Este modelo reconhece que não existe um método universal para motivar pessoas; além disso, nada pode assegurar que um empregado reconheça que seus esforços e desempenho foram justamente avaliados e recompensados, ou até mesmo que o bom desempenho no emprego leve necessariamente à satisfação.
McClelland

McClelland comprovou sua Teoria dos Motivos Humanos através de pesquisas realizadas na empresa multinacional de telecomunicações AT&T. Postula que certas necessidades, embora presentes nas pessoas, são aprendidas na interação com o meio social, como por exemplo, as necessidades de realização, de poder e de afiliação. Apenas uma delas irá sobressair na personalidade de cada um.

Conhecer as necessidades de cada um de seus membros é salutar para a organização, pois lhe possibilita estabelecer o melhor ambiente de trabalho para cada um deles. Assim, uma pessoa com alta necessidade de poder - no sentido de desejar controlar os demais - ficará melhor em um ambiente competitivo, pois apresentará desempenho mais satisfatório, e, claro, maior satisfação pessoal, se puder ter a oportunidade subir rapidamente na hierarquia. Já pessoas com necessidades de afiliação saem-se melhor desempenhando funções em ambientes estáveis, onde podem criar raízes e estabelecer relacionamentos duradouros.

A Administração deve, então, ter o cuidado de lotar as pessoas em ambientes propícios ao seu melhor desempenho.

MAS, POR QUE AS EMPRESAS NÃO CONSEGUEM MANTER SEU PESSOAL MOTIVADO?

Estes autores somente viram em parte o problema da Motivação e nenhum conseguiu esgotar completamente o assunto. Geralmente, as técnicas utilizadas para motivar funcionários são passageiras e ineficazes. Por exemplo, o efeito de uma palestra empolgada, como fogo de palha, queima rápido e forte, e logo vira cinza. A tal "injeção de ânimo" é de efeito rápido e depois que a chama se extingue, temos que lidar novamente com a realidade, muitas vezes difícil!

A prática tem mostrado que oferecer recompensas ou incentivos por metas alcançadas pode ter um efeito tambêm muito breve e em alguns casos chega a ser "corruptível". Alguns funcionários podem pensar: "eu odeio esta empresa, odeio meu chefe, mas vou dar o máximo de mim porque eu quero a recompensa". Encaremos a verdade, este tipo de comportamento empresarial, pode inclusive alimentar a tendência natural do ser humano de esperar receber, antes de dar.

Numa cultura sadia, os funcionários sentem orgulho da empresa e realizam o seu trabalho porque apreciam a forma como a empresa opera e trata seus funcionários, eles não precisam de recompensas.

Qual a solução então para se ter funcionários mais motivados? Nossa dica é: Desista de técnicas de motivação! Quaisquer que sejam as atitudes adotadas, elas simplesmente funcionarão como paliativos. Tudo que as empresas querem é que os funcionários produzam mais, dêem mais retorno, mais dinheiro e os clientes estejam felizes, voltando e recomendando a organização. Querem as pessoas felizes e satisfeitas porque pessoas felizes e satisfeitas produzem mais.

A MOTIVAÇÃO COMO UM MITO

Muito do que se fala de motivação são frases bonitinhas que surgem pouco ou nenhum efeito. Falaremos agora destas frases que se tornaram mito nos nossos dias:

MITO Nº 01 - Faça o que gosta e você se sentirá motivado

O que está errado com essa frase?

Eis a resposta: Como veremos adiante a motivação está relacionada com objetivos futuros - é o motor que o move em direção do que você deseja. Não exatamente com a satisfação dos prazeres, do aqui-agora. Pessoas bem-sucedidas, que atingiram e continuam buscando objetivos, fazem o que for preciso para chegarem onde desejam. Isto significa, muitas vezes, fazer o que não se gosta!

MOTIVAÇÃO É SEMPRE UMA AUTO-MOTIVAÇÃO!

Quem realmente deve querer a motivação é a própria pessoa - é VOCÊ!

Contudo, as empresas devem, sim, tratar bem os funcionários, ouvi-los e valorizá-los! Tratar os funcionários como clientes ou voluntários - pensar que eles podem - e devem - oferecer-se voluntariamente, com seus corações e mentes, dando de si o melhor! Nesse sentido, OUVIR é a regra de ouro.

Mas, no que diz respeito à motivação, ela é endógena, ou seja, surge de dentro pra fora. Surge de dentro de VOCÊ.

Você quer energia positiva? SEJA uma pessoa capaz de gerar energia positiva.
Você quer que as pessoas sejam compreensivas e amorosas? SEJA uma pessoa compreensiva e amorosa.
Você quer ser valorizado? SEJA envolvido e comprometido.
Você quer confiar nas pessoas? SEJA confiável.
Você quer se amado por sua esposa/esposo? AME sua esposa/esposo.

Para obter as grandes vitórias na vida, primeiro é preciso vencer a si mesmo. A felicidade resulta de um processo natural de crescimento, o qual começa internamente, e aos poucos. É preciso ir assimilando todas as experiências, obtendo conhecimentos e, sobretudo, auto-conhecimento, caindo e levantando, se fortalecendo interiormente, aprendendo a viver autenticamente, para no depois se tornar possível prometer, e cumprir, promessas feitas a terceiros.

Ser ativo ou passivo?

"Nossa liberdade fundamental é o direito e o poder de decidir como qualquer pessoa ou qualquer coisa fora de nós nos afetará".
(Stephen Covey)

A sua vitória pessoal é, sobretudo, uma vitória sobre a sua própria consciência.

Não podemos nos manter passivos diante dos acontecimentos da vida. Sejamos autores de nossa própria história. A nossa própria existência cobra de nós as repostas à pergunta: QUAL O SENTIDO DA SUA VIDA?

Hà pessoas que jamais serão auto-motivadas, simplesmente porque não usufruem de sua auto-consciência, de seu poder de escolha, não sabem que têm liberdade, não conhecem a si mesmas e não acreditam em si mesmas. Elas não têm vontade independente. Elas esperam muito dos outros, do patrão, do cônjuge, da vida!

Viva da sua imaginação, visualize seu futuro e o construa! - Crie imagens que transcendam a sua realidade presente. Quem não sabe lidar proativamente com a realidade, se desmotiva facilmente.

"Eu posso mudar. Eu posso viver da minha imaginação ao invés da minha memória. Eu posso me amarrar ao meu potencial ilimitado ao invés do meu passado limitado".
(Stephen Covey)

Preste atenção na sua rotina. Você acorda e encara a perspectiva de um novo dia com alegria? Quando recebe uma nova tarefa, você a inicia com espírito renovado? Quando finaliza um trabalho, experimenta aquela sensação maravilhosa de dever cumprido?

A motivação é fundamental para o seu sucesso pessoal e profissional e principalmente para a sua felicidade.

E lembre-se: É de DENTRO PRÁ FORA!

Faça uma auto-análise, veja os pontos que você precisa mudar ou revitalizar. Mude a trajetória de seus pensamentos acerca de si mesmo e da sua vida. Mude seu humor, sua linguagem, suas atitudes e colha os resultados. Busque ajuda, se necessário. Priorize as áreas em que sente maior necessidade de mudança.

Como seres humanos, temos potencialidades, talentos, competências, capacidade de produzir e sentir prazer e proporcionar prazer, mas também temos fraquezas, falhas, ilusões e medos. No mundo real não existem super-heróis. Não tenha vergonha de buscar ajuda, nem de expor quem você verdadeiramente é!

O que você está fazendo no jogo da vida? Por que você trabalha? Por que aceitou estar onde está? Conheça quem você é, o que você tem e pode dar. Ame sua vida. E vibre com os resultados.

Você só pode dar o que você tem!

Reconheça seus próprios talentos, sua competência, suas habilidades, e procure sempre dar o melhor de si, e até superar a si mesmo. Faça o seu melhor! Você é único para seu cliente, você é único para sua organização, você é único para seus amigos. Quando você entende que é único você faz a diferença.

O Hábito faz o Monge
Uma bióloga relatou o seguinte:
- Eu costumava colocar os peixes em grandes aquários, separados por lâminas de vidro, para que pudesse estudar cada espécie individualmente. Um dia decidi remover uma das lâminas de separação para limpá-la. Ao voltar com a lâmina, para recolocá-la em seu lugar, me surpreendi com o que vi. Os peixes não haviam se misturado.
Quantas vezes, em nossas vidas nós agimos exatamente como aqueles peixes, respeitamos limites que já não existem mais.

Estamos habituados a não ser motivados. A não acreditar no sucesso e na felicidade, a não acreditar no nosso país, nos nossos governantes, nos nossos chefes, e, claro, na nossa organização. Estamos habituados a ser pequenos, em nome de uma tal humildade que mal compreendemos o que seja.

"A transformação pessoal requer a substituição de velhos hábitos por novos".
(W. A. Peterson
)

SOCORRO! COMO VENCER A FALTA DE MOTIVAÇÃO?

  1. Gerencie Seus Pensamentos

Vire a mesa dos próprios pensamentos!

    1. Critique cada pensamento negativo;
    2. Desacelere o pensamento;
    3. Pratique o silêncio contemplativo e desenvolva a inteligência emocional e espiritual;
    4. Tenha:
  1. Postura aberta, crítica e reciclável do processo de interpretação da realidade;
  2. Aprenda a se "esvaziar" dos processos decorrentes da história intrapsíquica;
  3. Faça exercícios de domínio administrativo do "eu"
  4. Destrua as algemas da ansiedade, do medo, da insegurança.
  5. Não tenha auto-compaixão, ela é porta aberta para o fracasso!!

    1. Gerencie Suas Emoções
  1. Expanda a energia do amor, da satisfação, da paz interior;
  2. Ou você domina sua energia emocional ou ela dominará você.
  3. Não faça de sua emoção uma lata de lixo dos seus problemas;
  4. O "eu" (vontade consciente) deve governar, proteger, direcionar a emoção.
  5. Pense antes de reagir diante de ofensas.
  6. Brinde a Vida, Contemple o belo!

"Você é um especialista em reclamar ou em reunir forças para agradecer e caminhar?"
(Augusto Cury
)

    1. Tenha um Projeto de Vida

Você precisa ter um alvo, um projeto de vida, querer ser bem-sucedido. Se você não tem um projeto de vida, dificilmente será realizado e feliz.

Pessoas que têm um projeto de vida não fazem cursos apenas para ter um diploma e pendurar na parede. Elas transformam as informações que aprendem em conhecimento, e o conhecimento em experiência. Elas desejam subir no pódio, e por isso estão dispostas a enfrentar a labuta dos treinos. Elas aprendem com as perdas e frustrações, tirando lições para o aperfeiçoamento pessoal. Elas conhecem a "lei da colheita": há tempo de plantar, tempo de regar e tempo de colher.

    1. Reconheça o Valor da Comunicação

"Necessariamente, a comunicação só preenche os seus fins quando compreendida no sentido mais amplo, isto é, tanto no sentido verbal quanto na intenção".(Rosemary Stewart)

"É o caráter que comunica com mais eloquêcia. Ou, segundo as palavras de Emerson: "O que você é ecoa em meus ouvidos com tanta força que não consigo ouvir o que diz"." (Stephen Covey)

Comunicação é interação, é relacionamento. Através dessa interação, informamos, pedimos, orientamos, conhecemos, aprendemos e favorecemos o encontro entre os homens.

A palavra comunicar decorre do latim "comuricare" o que quer dizer "por em comum". De modo que a comunicação humana, através da compreensão, põe idéias em comum.

Seu grande escopo é o necessário entendimento entre os homens. E para esse entendimento, é indispensável que os indivíduos se manifestem através de uma linguagem comum.

Seremos bem-sucedidos em nossa comunicação, se a reação do outro for aquela que queríamos. Porém, muitas vezes somos ineficazes em nossas interações, por não falarmos de forma clara e objetiva, com real interesse no outro, e por não sabermos ouvir.

Saber ouvir é também um hábito a ser criado, um hábito em três dimensões:

1º preciso saber que ouvir é preciso (dar importância a isso);
2º preciso saber como ouvir sinceramente o que o outro está dizendo;
3º preciso querer ouvir.

    1. Trabalhe sua Auto-Estima

Tudo isso requer um processo de amadurecimento, rumo à eficácia interpessoal.

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