
Maria Arlinda R. M. Freitas
Estamos vivendo uma verdadeira revolução nas atividades humanas após o advento da informática, da internet e da globalização. As novas tecnologias e uma multiplicidade de novos conhecimentos estão transformando em definitivo a sociedade contemporânea, e no epicentro destas transformações encontram-se as empresas e as formas organização do trabalho, bem como do relacionamento destes com o mercado e a própria sociedade.
Sistemas e processos de gestão empresarial precisam ajustar-se a estruturas cada vez mais dinâmicas e complexas, de uma sociedade em permanente mudança.
Nesse contexto, o mercado começou a demandar profissionais mais qualificados e experientes, focados no auto-desenvolvimento e no desenvolvimento de práticas de gestão. O cenário atual confirma a necessidade de profissionais que devem entender não só de suas funções específicas de gerenciamento, mas é necessário que conheçam a fundo o negócio da empresa e se envolvam estrategicamente, com maturidade e bom senso.
Assim, a figura do consultor é redescoberta, avançando a passos largos diante da demanda emergente. No Brasil tem crescido mais rápido desde o início dos anos 90, com a abertura de mercado e competitividade que se iniciou na era Collor. Muitas empresas estatais foram privatizadas e precisavam de um trabalho pesado de reengenharia e mudança organizacional.
Com a onda das Certificações ISO, veio mais um impulso para a atividade do consultor. E mais recentemente, concluiu-se que as atividades numa empresa e a competitividade dos mercados estão num nível tal de complexidade que administrar bem requer a participação de um conjunto de atores, dentre eles o consultor, que pode ser interno ou externo à organização.
Disseminada, a atividade do consultor passou inicialmente a ser direcionada para a resolução de situações adversas, segundo o entendimento de que as opiniões e conselhos de um especialista, com referencial constituído de análises previamente elaboradas, poderiam apresentar com fidedignidade as devidas soluções. Depois achou-se que mais importante que isso era que esse profissional estivesse investido de influência e autoridade, para trazer resultados mais benéficos.
Hoje o papel do consultor possui uma tal abrangência que seu papel pode parecer nebuloso aos olhos de muitos, acarretando posturas antagônicas e contradizendo a sua funcionalidade dentro de uma dada organização. A existência de equívocos não sanados deste o princípio da relação consultor/sitema-cliente, pode fazer minar toda possibilidade de auxílio que o profissional poderá prestar.
Caro leitor, este é um mercado em franca expansão, porém somente sobreviverão os que estiverem realmente preparados. Os profissionais de consultoria precisam ter, além dos conhecimentos necessários sobre o papel, as responsabilidades e especificidades de sua atuação profissional, conhecimentos sobre gestão empresarial, o que se faz cada vez mais fundamental à sua prática.
Em outra oportunidade teceremos mais detalhadamente sobre as especificidades da atuação profissional em consultoria.
Até breve!
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