GERENCIAR SUAS EMOÇÕES É GERENCIAR-SE A SI MESMO

Ao falar sobre emoções gostaria de compartilhar uma frase que li em um material de treinamento cujo autor, infelizmente, desconheço: “Antes de gerenciar empresas ou pessoas aprenda a gerenciar a si mesmo”. Considero-a uma máxima muito apropriada para entendermos o comportamento humano no trabalho.

É sabido que nosso comportamento é comandado pelas emoções. O ser humano é 80% emoção e 20% razão, daí porque, em geral, nosso trabalho é muito mais afetado pelo nosso comportamento que pelos nossos conhecimentos técnicos da atividade. Isto é demonstrado na qualidade da nossa interação diária com as pessoas; na habilidade de comunicação, que temos ou não temos; na aceitação ou não de diferentes pontos de vista, no engajamento a projetos de determinada natureza, na persistência ou na desistência frente aos obstáculos, na auto-motivação, na indiferença e por aí vai.

Daniel Goleman, PhD, (Inteligência Emocional) atestou em seu trabalho que o sucesso e o insucesso das pessoas dependem primordialmente de sua inteligência emocional.

Em seus estudos, Goleman estabelece cinco dimensões ou áreas que refletem a Inteligência Emocional:



• Auto-conhecimento emocional – o indivíduo precisa reconhecer as suas próprias emoções quando elas ocorrem;
• Controle Emocional – o indivíduo lida com as emoções de maneira adequada, ajustando-as à situação;
• Auto-motivação – capacidade de colocar as emoções a serviço de um objetivo, encorajando-se internamente no caminho para atingi-lo;
• Reconhecimento das emoções das outras pessoas;
• Habilidade em relacionamentos interpessoais.


 

Goleman, bem como outros estudiosos da Inteligência Emocional, admitem a possibilidade de alguém vir a desenvolver a I.E. através de treinamento. E todos concordam que o melhor é que esse treinamento comece na infância, com o auxílio dos pais, através da educação. Quando, por exemplo, os pais percebem os sentimentos dos filhos e os ajudam a compreende-los, tranqüilizando-os.

Contudo, ainda que não tenhamos sido emocionalmente educados por nossos pais, ainda é possível o desenvolvimento da I. E. através da mudança de hábitos emocionais, isto é, pelo gerenciamento de nossas emoções. Para isso, a primeira coisa a fazer é desaprender e reaprender. Desaprender os velhos hábitos e aprender os novos, que serão gerados das emoções mais salutares, enriquecedoras, as quais são conscientemente escolhidas por nós, para povoar nossos pensamentos.

Para isso, existem técnicas muito eficazes já testadas, como as que seguem:



• Praticar exercícios de auto-conhecimento;
• Mapear os comportamentos que estão interferindo negativamente ou positivamente nos seus resultados (percebendo as emoções que estão por trás destes comportamentos);
• Definir os padrões de comportamento desejáveis;
• Definir claramente suas metas e objetivos (O que – Quando – Como – Onde e Porque);
• Traçar um plano de ação e comprometer-se com ele (não recuar diante de obstáculos – lembrar que eles podem surgir tanto externa quanto internamente).
• Manter-se auto-motivado (manter um interesse vívido por algo que lhe dá sentido).

Noutras palavras, é tornar-se senhor de si mesmo!

Então, aprenda a gerenciar seus sentimentos! Perceba que algumas emoções são danosas para o seu bom relacionamento consigo mesmo e com os outros. Não se precipite ao reagir a uma nova informação, ao comportamento de outrem, às solicitações de mudança, às notícias boas e ruins... aprenda a pensar, sentir e agir criticando-se em cada uma destas etapas e tentando fazer melhor da próxima vez.

Não diga “sim” só para não frustrar as expectativas de alguém. Analise quais sentimentos estão por trás de suas atitudes. Aproveite cada feedback recebido. Analise e veja como se sente em relação a seu trabalho tendo em vista seus objetivos pessoais e profissionais. Tenha objetivos! Lute para alcançá-los! Saiba que sempre haverá dificuldades, e erros são comuns, mas aprenda com cada erro e a cada sofrimento. Não se deixe abater, não existe problema que não possa ser resolvido!

Se não estiver conseguindo avançar sozinho, busque ajuda: conselhos, treinamento, terapia... mas não fique de braços cruzados. É a sua vida que está em jogo!

 

Maria Arlinda Reis de M. Freitas
arlinda@peoplegestao.com.br

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